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Sunday, 14 October 2018

O Desafio Energético do Brasil

Written by Germano Gobbo
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O Setor de Energia Passa por Grandes Desafios. E como fica você, o consumidor?

De combustíveis fósseis a fontes renováveis. Seja qual for o segmento analisado, poucos países ao redor do mundo têm o potencial energético do Brasil.

 

Mesmo assim, nos últimos anos o setor de energia elétrica opera de maneira instável. As usinas hidrelétricas, principal fonte de geração de energia, têm reservatórios em níveis preocupantes e o uso de mais termelétricas para garantir energia faz a conta disparar.

 

Só no primeiro semestre deste ano, os consumidores pagaram R$ 1,2 bilhões de bandeira tarifária. Para não serem reféns deste cenário, cada vez mais pessoas e empresas assumem o papel de geradores de energia.

 

Uma Matriz [NÃO TÃO] exemplar !

 

 

O setor de energia elétrica brasileiro é diferente de qualquer outro no mundo.

 

Enquanto a maioria dos países luta para ter uma geração de energia oriunda de fontes limpas (água, sol, vento, biomassa), o Brasil tem mais de 60% de sua geração fundamentada em recursos hídricos. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são 260 gigawatts (GW) de potencial hidráulico — o que coloca o país entre os cinco maiores do mundo nesse quesito.

 

Desde 2014 o país enfrenta crises hídricas que tem levado os reservatórios brasileiros a níveis baixíssimos. Os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) do fim de agosto mostram que o subsistema do Sudeste e Centro-Oeste, que é responsável por cerca de 70% de toda a energia produzida no país, está com pouco mais de UM QUARTO de seu volume útil!

 

Para evitar interrupções no fornecimento, o ONS tem um trunfo: ligar algumas das usinas termelétricas, que não dependem de condições climáticas para funcionarem. Além de aumentarem as tarifas de energia, porque possuem custos de operação mais elevados, as termelétricas utilizam fontes fósseis como carvão, gás natural e diesel, derivado do petróleo.

  

As que são movidas a carvão, embora cruciais para manter o abastecimento, são pouco modernas e poluentes. “Hoje não corremos o risco do desabastecimento, mas o preço que se paga por isso, com a utilização das termelétricas, é muito alto”, afirma Paulo César Fernandes da Cunha, consultor do Centro de Estudos de Energia da Fundação Getúlio Vargas.

 

 

Ao mesmo tempo em que os preços sobem, o consumo de energia elétrica cresce. O ONS estima que o consumo deve aumentar 20% entre 2018 e 2022. Juntamente com o consumo, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) revela que a expansão do sistema deve favorecer fontes intermitentes de energia, que dependem de condições climáticas. Além das hidrelétricas a fio d’água, entram nessa lista a geração de energia eólica e solar.

 

“Isso faz com que o sistema passe a operar com uma característica sazonal marcante, definida pela disponibilidade dos recursos naturais e com enorme dificuldade de estocar nos momentos de excesso para utilização nos momentos de escassez”, afirma o documento da EPE. Com isso, aumenta a necessidade de empresas e consumidores repensarem como podem se preparar para esse cenário.

Olhando esses dados, vemos o quanto é claro o aumento das tarifas energéticas, e o quanto o consumidor está sofrendo com esses constantes aumentos.

E A SOLUÇÃO ?!

Desde 2012 a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) permite que o consumidor brasileiro, seja ele pessoa física ou jurídica, gere energia a partir de fontes renováveis como solar, eólica e de biomassa ou de geração qualificada. É a chamada Geração Distribuída ou Dispersa (GD).

 

Hoje, o país possui mais de 37.000 sistemas de geração distribuída, totalizando 443.905 kW de potência instalada. Segundo estudos da EPE, o Brasil deve chegar a 800 mil sistemas instalados em 2026.

 

“É uma tendência mundial. Na Alemanha há mais de 1,6 milhão de sistemas instalados e somente no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, já ultrapassa os 700 mil”, afirma Carlos Evangelista, presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída.

 

Com a ascensão da geração distribuída, o caminho da energia se torna mais complexo, multidirecional e descentralizado. A energia gerada pelo consumidor vai diretamente para a distribuidora local. A distribuidora, por sua vez, redireciona essa energia para onde ela é mais necessária e tudo o que foi gerado é abatido sob a conta de luz do consumidor que a produziu.

 

<No fim do mês, esse consumidor irá pagar apenas a diferença entre o que gerou e consumiu. Caso a geração seja maior do que o consumo, ele terá créditos energéticos com validade de 60 meses, que poderão ser utilizados quando consumir mais do que gerou.

 

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FONTE: INFOMONEY

 

 

Last modified on Monday, 15 October 2018
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